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Afeganistão

CAPITAL

Cabul

POPULAÇÃO

22,7 milhões; Mort. infantil: 161,3%; Analfabetismo: 63,7%

ÁREA

652.225 km²

LOCALIZAÇÃO

Centro-Sul da Ásia

IDIOMAS

Dario, patanes, uzbeque e turcomano

RELIGIÃO

Islamismo 99,4%, cristianismo 0,01%

MOEDA

afegani

 

Em sinal se submissão, essas duas esposas sempre andam atrás de seu marido, e nunca saem em público sem a "burka" (manto que cobre a mulher da cabeça aos pés, deixando apenas uma pequena tela na altura dos olhos para permitir a visão). Em épocas de conflito, elas têm que andar na frente do esposo para impedir que o mesmo pise nas "minas".

 

Os pataneses compõem o maior grupo étnico e constituem cerca de um terço da população. O segundo maior grupo, com cerca de 25% da população do país, é formado de tadjiques, seguido por hazaras e uzbeques. Do total de 22,7 milhões de pessoas, 43% possuem menos de 15 anos e 80% da população vive em áreas rurais.

Cerca de 99% da população é muçulmana e deste grupo 90% são sunitas. Há algumas pequenas minorias religiosas, incluindo-se alguns poucos cristãos. Antes dos conflitos de 2001, a maioria dos cristãos eram estrangeiros, mas estes se viram obrigados a abandonar o país com o início dos ataques norte-americanos.

 

A Igreja

O cristianismo chegou ao Afeganistão nos primeiros séculos da era cristã. Por volta de 400 d.C., já havia um bispo instalado na cidade de Herat. No entanto, o século XIV assistiu a erradicação do cristianismo por Timur e desde então a influência cristã tem experimentado períodos de ascensão e declínio. Durante a ocupação soviética, e também no período imediatamente posterior, era possível desenvolver algum tipo de ministério cristão, mas com a tomado do poder pelo Taleban todos os missionários cristãos e a maioria dos cidadãos ocidentais foram expulsos do país. Durante o governo Taleban, era permitido aos estrangeiros reunirem-se em pequenos grupos nos lares visando a confraternização, mas atos evangelísticos e a participação de afegãos eram proibidos. Os poucos afegãos convertidos ao cristianismo vivem sob constante medo e desconfiança de estranhos e de novos convertidos. A emigração e as mortes decorrentes da guerra e da violência são as principais razões do declínio da igreja do afeganistão.

 

A Perseguição

As leis e os costumes afegãos exigem uma filiação religiosa. O ateísmo é considerado apostasia, um crime passível de punição com a morte. Por princípio, todos os afegãos são considerados muçulmanos e as conversões são ilegais. Os convertidos podem ser condenados a morte por apostasia. Os não muçulmanos residentes no país podem praticar a sua fé, mas não podem evangelizar. Todos os homens muçulmanos devem participar das orações diárias nas mesquitas, enquanto as mulheres devem fazer suas orações em casa por não terem acesso aos templos, pelo menos enquanto o Taleban encontrava-se no poder. Alguns países, entre eles o Irã e a Arábia Saudita, têm apoiado o Afeganistão com o envio de líderes religiosos, dinheiro e literatura. O país é um verdadeiro lar para muitos muçulmanos radicais que ameaçam a vida dos cristãos.

 

Fonte: Cristianismo de Alto Risco - Carrenho Editorial